sábado, 7 de novembro de 2015

4º Bimestre: Saúde e Bem-Estar

Quatro riscos do fumo passivo




  • Doenças pulmonares e crônicas:
De acordo com a psiquiatra Analice Gigliotti, que preside o simpósio, não importa quem acende o cigarro, e sim quem inala a fumaça. Crianças expostas diariamente à fumaça do cigarro têm chances 50% maiores de desenvolver alguma doença crônica, como bronquite e asma.
  • Substâncias tóxicas e cancerígenas:
A fumaça expelida pela ponta do cigarro chega a conter três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça inalada pelo fumante – afinal, os gases passam pelo filtro do cigarro antes de chegar à boca.
  • Malformação em fetos e morte súbita em bebês
Gestantes não fumantes, mas que estão expostas constantemente à fumaça de cigarro, têm 13% mais chances de gerar um bebê com malformação congênita e 23% de dar à luz um bebê já sem vida. Bebês que inalam passivamente a fumaça do cigarro correm um risco cinco vezes maior de morrer subitamente sem causa aparente.
  • Consumo de até 4 cigarros por dia
Pessoas que “fumam” involuntariamente, geralmente filhos, esposas e maridos de tabagistas, podem chegar a consumir o equivalente a quatro cigarros por dia. Segundo a Organização Mundial de Saúde, parar de fumar é a coisa mais importante que uma pessoa pode fazer por sua saúde. E, de tabela, pela saúde daqueles com que convive.






Comentário: Todos sabem dos problemas que o cigarro pode causar ao fumante, mas não falamos muito sobre os problemas que causam às pessoas a sua volta. Alguns até pensam “Não sou eu fumando então tudo bem”, mas podemos ver que não é bem assim, o risco que o cigarro causa aos “fumantes passivos” chega a ser maior (em alguns casos) que o risco que causa ao fumante. O cigarro é uma droga, sim, e é legal, enquanto várias drogas menos prejudiciais (ou que causam o mesmo dano à saúde que o cigarro) são proibidas, mas por qual motivo o cigarro é liberado então? A resposta não é difícil de ser encontrada: as grandes empresas distribuidoras de cigarro possuem grande quantidade de capital (nacional e internacional) em mãos. Ao mexer com o livre mercado do cigarro, a economia do país poderia estar em jogo. 
O que resta para impedir o uso do cigarro são as campanhas de conscientização popular acerca dos vários males trazidos pelo cigarro. Por mais que estejamos tentando enxugar gelo, é a única maneira viável de impedir que mais pessoas usem esta droga.

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