Quatro riscos do fumo passivo
- Doenças pulmonares e crônicas:
De acordo
com a psiquiatra Analice Gigliotti, que preside o simpósio, não
importa quem acende o cigarro, e sim quem inala a fumaça. Crianças
expostas diariamente à fumaça do cigarro têm chances 50% maiores
de desenvolver alguma doença crônica, como bronquite e asma.
- Substâncias tóxicas e cancerígenas:
A fumaça
expelida pela ponta do cigarro chega a conter três vezes mais
nicotina e monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias
cancerígenas do que a fumaça inalada pelo fumante – afinal, os
gases passam pelo filtro do cigarro antes de chegar à boca.
- Malformação em fetos e morte súbita em bebês
Gestantes
não fumantes, mas que estão expostas constantemente à fumaça de
cigarro, têm 13% mais chances de gerar um bebê com malformação
congênita e 23% de dar à luz um bebê já sem vida. Bebês que
inalam passivamente a fumaça do cigarro correm um risco cinco vezes
maior de morrer subitamente sem causa aparente.
- Consumo de até 4 cigarros por dia
Pessoas
que “fumam” involuntariamente, geralmente filhos, esposas e
maridos de tabagistas, podem chegar a consumir o equivalente a quatro
cigarros por dia. Segundo a Organização Mundial de Saúde, parar de
fumar é a coisa mais importante que uma pessoa pode fazer por sua
saúde. E, de tabela, pela saúde daqueles com que convive.
Comentário: Todos
sabem dos problemas que o cigarro pode causar ao fumante, mas não
falamos muito sobre os problemas que causam às pessoas a sua volta.
Alguns até pensam “Não sou eu fumando então tudo bem”, mas
podemos ver que não é bem assim, o risco que o cigarro causa aos
“fumantes passivos” chega a ser maior (em alguns casos) que o
risco que causa ao fumante. O cigarro é uma droga, sim, e é legal,
enquanto várias drogas menos prejudiciais (ou que causam o mesmo
dano à saúde que o cigarro) são proibidas, mas por qual motivo o
cigarro é liberado então? A resposta não é difícil de ser
encontrada: as grandes empresas distribuidoras de cigarro possuem
grande quantidade de capital (nacional e internacional) em mãos. Ao
mexer com o livre mercado do cigarro, a economia do país poderia
estar em jogo.
O que resta para impedir o uso do cigarro são as campanhas de conscientização popular acerca dos vários males trazidos pelo cigarro. Por mais que estejamos tentando enxugar gelo, é a única maneira viável de impedir que mais pessoas usem esta droga.
O que resta para impedir o uso do cigarro são as campanhas de conscientização popular acerca dos vários males trazidos pelo cigarro. Por mais que estejamos tentando enxugar gelo, é a única maneira viável de impedir que mais pessoas usem esta droga.
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