domingo, 8 de novembro de 2015

4º Bimestre: Política

Política precisa de “conserto“

Praticamente um ano depois da eleição que renovou o mandato de Dilma Rousseff (PT), a mais recente pesquisa Ibope – feita no fim de outubro para testar como anda a preferência do eleitorado brasileiro – revelou algo que é fácil perceber nas ruas: a desconfiança da população em relação à classe política chegou a patamares altíssimos. Em todos os possíveis cenários, os índices de rejeição aos nomes chamam a atenção. Variam de 47% do senador tucano Aécio Neves ao mais alto nível de impopularidade da atualidade, hoje do ex-presidente Lula: 55%.
A constatação, no entanto, pode fazer muita gente torcer o nariz. Os responsáveis pela corrupção no Congresso Nacional podem ser encontrados em qualquer casa. “Os políticos que estão na Câmara e no Senado têm uma coisa em comum: foram todos eleitos. Ninguém ali entrou pela janela. O problema não está só com os parlamentares. Eles espelham as características da nossa sociedade”, aponta o secretário geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco.
A mesma opinião tem o coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC-Minas, Robson Sávio, que faz uma série de questionamentos para colocar todo eleitor para pensar. “No Brasil, a corrupção faz parte da vida das pessoas. Quantos sonegam impostos? E os profissionais liberais que não emitem nota? Se a cultura dos cidadãos em sua própria conduta não mudar, a cultura política não muda”, afirma.
No entanto, Robson Sávio avalia que também temos um sistema político que favorece representantes que não se importam com a população. E para consertar esse ponto, seria inevitável uma reforma política. “Precisamos consertar a influência do poder econômico nas eleições. Hoje, menos de 10% dos congressistas representam a base dos trabalhadores. E 70% representam os segmentos empresariais e profissionais liberais. Temos muito poucas mulheres e nenhum indígena”, diz Sávio.

Financiamento. Uma das mudanças defendidas por ele é a adoção do financiamento público de campanha. Isso equilibraria o jogo eleitoral e faria com que a diferença de valores entre uma campanha e outra não fosse tão grande e daria chance para representantes de minorias se elegerem.


Eleitor diz que saída é Congresso renovado
Nas ruas, não faltam pessoas com opiniões definidas sobre o que deve ser feito para que Legislativo, Executivo e Judiciário funcionem da maneira correta. Um dos pontos de consenso é a ideia de que todos os parlamentares do atual Congresso deveriam sair. “Tem que tirar todos eles. Trocar e colocar uns novos, que não roubam. A saída é não reeleger nenhum político”, defende o profissional de TI Renato Donizete, 39.

O problema é justamente saber quem são os políticos realmente honestos, nos quais os eleitores devem votar nas eleições seguintes. “Tem que pesquisar muito antes de votar, e ser mais ativo na política. Saber quem são os deputados, o que eles fazem, pesquisar mesmo”, enfatiza o jovem Vitor Felipe Castanheira, 18, que ganha a vida trabalhando na instalação de cenários para peças de teatro. Ele defende ainda que os mais novos têm que ter uma maior participação na política, enquanto todos têm que cobrar mais dos governantes.

Uma votação mais cuidadosa é justamente o que defendem alguns especialistas. “É bobagem pensar que as mudanças vão vir de cima para baixo. Elas vêm da base para cima. É preciso acompanhar os mandatos, cobrar dos políticos. Enquanto a população não mudar sua prática em relação à coisa pública, não teremos melhorias”, explica Robson Sávio.

Além da reforma política, as manifestações foram apontadas como uma dos caminhos para a solução. “Tem que ter manifestação, parar o trânsito, para eles (os governantes) entenderem que o problema é sério”, defende a dona de casa Natália Menezes, 29.
‘Escola’ de maus políticos tem origem nas cidades do interior
Quando se fala em fiscalização dos órgãos públicos, o que se pensa é no governo federal, responsável pelo país, ou nos governos estaduais. Mas, de acordo com o secretário geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, os municípios têm uma importância crucial na questão da corrupção. “O mau político não nasce em Brasília. Nasce numa cidade, muitas vezes de interior. Ali se torna vereador, deputado e pode alçar outros voos. Se tivesse uma fiscalização efetiva, muitos dos maus políticos não teriam chegado onde estão”, argumenta Castello Branco.

Nas cidades, principalmente as de interior, também é possível uma maior proximidade entre a população e as políticas públicas. “Todo mundo conhece o posto de saúde, a escola. É mais fácil acompanhar o trabalho. É preciso ter uma fiscalização efetiva e rigorosa nos municípios”.

Fonte: O TEMPO


Comentário: O Brasil é um país com excelente potencial para crescer, mais os políticos brasileiros não são honestos todos são ambiciosos, só pensam em levar vantagens, fazer coisas erradas para obter lucros fáceis. Com isso nossa educação está esquecida, os postos de saúde estão sem remédios e sem médicos, a segurança e fome estão precárias, é com isso que os políticos deviam se preocupar com o nosso país, nossa população, mas infelizmente essa não é nossa realidade.


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