domingo, 8 de novembro de 2015

4º Bimestre: Ética e Cidadania

OIT alerta que 168 milhões de crianças realizam trabalho infantil no mundo

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, afirmou que 168 milhões de crianças realizam trabalho infantil, das quais 120 milhões tem idades entre 5 e 14 anos e cerca de 5 milhões têm condições análogas à escravidão.

Segundo a agência da ONU, cerca de 75 milhões de jovens, entre 15 e 24 anos estão desempregados. Além disso, entre 20% e 30% das crianças em países de baixa renda abandonam a escola e entram no mercado de trabalho até os 15 anos.

Relatório

Os dados estão no novo Relatório Mundial sobre Trabalho Infantil 2015 da OIT, preparado para o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. A data é celebrada nesta sexta-feira, 12 de junho.
O documento mostra que jovens que tenham sido sobrecarregados pelo trabalho quando eram crianças são mais propensos a se contentar com empregos familiares não remunerados e estar em empregos com baixos salários.

De acordo com dados de 2011, no Brasil, 1,7% dos jovens entre 15 e 24 anos que estão empregados, realizam trabalhos familiares não remunerados. Entre ex-trabalhores infantis, a porcentagem sobe para 8,8%.
O relatório diz ainda que no geral, 14,4% dos adolescentes brasileiros entre 15 e 17 anos estão em trabalhos perigosos. Mas se considerados apenas os jovens dessas idades que estão empregados, a porcentagem sobe para quase 60%, a maioria nos setores de agricultura e da indústria.

Outro dado importante mostra que quase 90% dos jovens que pararam de estudar aos 18 anos conseguiram um primeiro emprego estável, esse índice cai para pouco mais de 70% quando os jovens deixam a escola aos 15 anos.

Abordagem Coerente

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, afirmou que o documento mostra a "necessidade de uma abordagem política coerente" que enfrente o trabalho infantil e ao mesmo tempo a falta de empregos decentes para jovens.
Ryder disse ainda que manter as crianças na escola recebendo uma boa educação até, pelo menos, a idade mínima para emprego pode determinar como será a vida desse menor no futuro.

Duplo Desafio

O documento aborda o duplo desafio de eliminar o trabalho infantil e garantir emprego decente para jovens. Baseado em estudo feito em 12 países, o relatório examina futuras carreiras de ex-trabalhadores infantis e pessoas que deixaram a escola precocemente.

Segundo o documento, pessoas que abandonam a escola de forma precoce são menos propensas a garantir empregos estáveis e têm maior risco de ficar fora do mercado de trabalho.
O relatórioo também revela que grande proporção dos jovens entre 15 e 17 anos em muitos países estão em empregos que foram classificados como perigosos.

Recomendações

A OIT recomenda intervenções precoces para tirar crianças do trabalho infantil e colocá-las na escola assim como medidas para facilitar a transição da escola para oportunidades de empregos decentes para os jovens.

Segundo a agência, atenção particular deve ser dada aos 47,5 milhões de jovens entre 15 e 17 anos em empregos perigosos e à situação vulnerável de meninas e jovens mulheres.

Para marcar o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, nesta sexta-feira, centenas de eventos foram agendados em 55 países. O tema da data este ano é "Não ao Trabalho Infantil, Sim à Educação de Qualidade".
Em Genebra, um painel de discussão na Conferência Internacional do Trabalho vai buscar à elaboração de uma nova campanha para a ratificação do Protocolo da OIT sobre Trabalho Forçado.
*Apresentação: Edgard Júnior.

Fonte: EBC


Comentário: Infelizmente essa ainda é uma das realidades que vivemos atualmente, muitas vezes algumas famílias por enfrentar dificuldades financeira e até de saúde acabam optando pelo trabalho infantil. Sou contra, mas fazer o quê?. E afinal como podemos combater? Se o nosso governo tomassem as devidas providências teríamos uma fase inicial mas infelizmente essa não é nossa realidade e também não é possível acabar com o trabalho infantil, sem antes nos mobilizarmos em um trabalho de combate ao tráfico de crianças e mulheres no interior dos países e entre fronteiras, pois se encontra em um nível absurdo.

4º Bimestre: Política

Política precisa de “conserto“

Praticamente um ano depois da eleição que renovou o mandato de Dilma Rousseff (PT), a mais recente pesquisa Ibope – feita no fim de outubro para testar como anda a preferência do eleitorado brasileiro – revelou algo que é fácil perceber nas ruas: a desconfiança da população em relação à classe política chegou a patamares altíssimos. Em todos os possíveis cenários, os índices de rejeição aos nomes chamam a atenção. Variam de 47% do senador tucano Aécio Neves ao mais alto nível de impopularidade da atualidade, hoje do ex-presidente Lula: 55%.
A constatação, no entanto, pode fazer muita gente torcer o nariz. Os responsáveis pela corrupção no Congresso Nacional podem ser encontrados em qualquer casa. “Os políticos que estão na Câmara e no Senado têm uma coisa em comum: foram todos eleitos. Ninguém ali entrou pela janela. O problema não está só com os parlamentares. Eles espelham as características da nossa sociedade”, aponta o secretário geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco.
A mesma opinião tem o coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC-Minas, Robson Sávio, que faz uma série de questionamentos para colocar todo eleitor para pensar. “No Brasil, a corrupção faz parte da vida das pessoas. Quantos sonegam impostos? E os profissionais liberais que não emitem nota? Se a cultura dos cidadãos em sua própria conduta não mudar, a cultura política não muda”, afirma.
No entanto, Robson Sávio avalia que também temos um sistema político que favorece representantes que não se importam com a população. E para consertar esse ponto, seria inevitável uma reforma política. “Precisamos consertar a influência do poder econômico nas eleições. Hoje, menos de 10% dos congressistas representam a base dos trabalhadores. E 70% representam os segmentos empresariais e profissionais liberais. Temos muito poucas mulheres e nenhum indígena”, diz Sávio.

Financiamento. Uma das mudanças defendidas por ele é a adoção do financiamento público de campanha. Isso equilibraria o jogo eleitoral e faria com que a diferença de valores entre uma campanha e outra não fosse tão grande e daria chance para representantes de minorias se elegerem.


Eleitor diz que saída é Congresso renovado
Nas ruas, não faltam pessoas com opiniões definidas sobre o que deve ser feito para que Legislativo, Executivo e Judiciário funcionem da maneira correta. Um dos pontos de consenso é a ideia de que todos os parlamentares do atual Congresso deveriam sair. “Tem que tirar todos eles. Trocar e colocar uns novos, que não roubam. A saída é não reeleger nenhum político”, defende o profissional de TI Renato Donizete, 39.

O problema é justamente saber quem são os políticos realmente honestos, nos quais os eleitores devem votar nas eleições seguintes. “Tem que pesquisar muito antes de votar, e ser mais ativo na política. Saber quem são os deputados, o que eles fazem, pesquisar mesmo”, enfatiza o jovem Vitor Felipe Castanheira, 18, que ganha a vida trabalhando na instalação de cenários para peças de teatro. Ele defende ainda que os mais novos têm que ter uma maior participação na política, enquanto todos têm que cobrar mais dos governantes.

Uma votação mais cuidadosa é justamente o que defendem alguns especialistas. “É bobagem pensar que as mudanças vão vir de cima para baixo. Elas vêm da base para cima. É preciso acompanhar os mandatos, cobrar dos políticos. Enquanto a população não mudar sua prática em relação à coisa pública, não teremos melhorias”, explica Robson Sávio.

Além da reforma política, as manifestações foram apontadas como uma dos caminhos para a solução. “Tem que ter manifestação, parar o trânsito, para eles (os governantes) entenderem que o problema é sério”, defende a dona de casa Natália Menezes, 29.
‘Escola’ de maus políticos tem origem nas cidades do interior
Quando se fala em fiscalização dos órgãos públicos, o que se pensa é no governo federal, responsável pelo país, ou nos governos estaduais. Mas, de acordo com o secretário geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, os municípios têm uma importância crucial na questão da corrupção. “O mau político não nasce em Brasília. Nasce numa cidade, muitas vezes de interior. Ali se torna vereador, deputado e pode alçar outros voos. Se tivesse uma fiscalização efetiva, muitos dos maus políticos não teriam chegado onde estão”, argumenta Castello Branco.

Nas cidades, principalmente as de interior, também é possível uma maior proximidade entre a população e as políticas públicas. “Todo mundo conhece o posto de saúde, a escola. É mais fácil acompanhar o trabalho. É preciso ter uma fiscalização efetiva e rigorosa nos municípios”.

Fonte: O TEMPO


Comentário: O Brasil é um país com excelente potencial para crescer, mais os políticos brasileiros não são honestos todos são ambiciosos, só pensam em levar vantagens, fazer coisas erradas para obter lucros fáceis. Com isso nossa educação está esquecida, os postos de saúde estão sem remédios e sem médicos, a segurança e fome estão precárias, é com isso que os políticos deviam se preocupar com o nosso país, nossa população, mas infelizmente essa não é nossa realidade.


4º Bimestre: Cultura

Dia nacional da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de Novembro em todo o país. A data homenageia o Zumbi, um escravo que foi líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em 20 de Novembro de 1695.
No dia da Consciência Negra o objetivo é fazer uma reflexão sobre o relevo da cultura e do povo africana e o impacto que tiveram na evolução da cultura brasileira. Sociologia, política, religião e gastronomia entre várias outras áreas, foram profundamente influenciadas pelas culturas negra e africanas. É dia de comemorar e mostrar profundo apreço pela cultura afro-brasileira.

Origem do Dia Nacional da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra foi estabelecido pelo projeto Lei nº 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. No entanto, apenas em 2011 a presidente Dilma Roussef sancionou a Lei 12.519/2011 que cria a data, sem obrigatoriedade de feriado.

História de Zumbi

No período do Brasil colonial, Zumbi simbolizou a luta do negro contra a escravidão que sofriam os brasileiros de raça negra. Zumbi morreu enquanto defendia a sua comunidade e lutava pelos direitos do seu povo.
Os quilombos, liderados por Zumbi, formavam a resistência ao sistema escravista que vigorava, e eram o principal motor responsável pela preservação da cultura africana no Brasil.
Zumbi lutou até a morte contra a escravidão, que só viria em 1888, com a abolição oficial da escravatura no Brasil, cerca de 193 anos após sua morte.

Fonte:Calendarr

Comentário: A luta pela liberdade dos negros ainda é algo presente em nossa sociedade. A morte de Zumbi motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a discriminação racial, elegendo a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam. Com o fim da democracia no Brasil, vários grupos e movimentos sociais (como o Movimento Negro) ganharam maior espaço nas discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e na área da educação básica são exemplos de legislações feitas para “reparar” os danos sofridos pela população negra na história do Brasil.



4º Bimestre: Ciências

6 respostas sobre a pílula que promete curar o câncer

São Paulo – Um suposto medicamento milagroso está dando o que falar no Brasil. Um composto químico estudado por Gilberto Chierice, professor aposentado do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), passou a ser tratado recentemente como a "cura para o câncer".
A fosfoetanolamina (nome da substância) tem despertado esperança de cura em pacientes e desconfiança em cientistas e médicos. O motivo disso é a falta de estudos clínicos apropriados.
Obrigada a produzir a substância por liminares emitidas pela justiça, a USP chegou a se manifestar sobre o assunto. "Essa substância não é remédio. Ela foi estudada na USP como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença", escreveu a universidade em um comunicado.

O medicamento deixa muitas perguntas no ar. O que se sabe sobre a fosfoetanolamina? Quais são seus efeitos? Ele realmente pode curar o câncer?
Para sanar as dúvidas, EXAME.com conversou com especialistas sobre o assunto. Eles foram: Durvanei Augusto Maria, pesquisador do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto Butantan, que fez pesquisas com a fosfoetanolamina; Giovana Torrezan, doutora em oncologia pelo A.C. Camargo Cancer Center; e Roberto Ferreira, farmacêutico e bioquímico com doutorado em oncologia.
Veja as informações a seguir.

O que é a fosfoetanolamina?

É uma substância química produzida no organismo humano. Ela é indispensável para a vida humana. Dela se origina outra substância, a fosfatidiletanolamina, que está presente em todos os tecidos e órgãos humanos.
A fosfatidiletanolamina é responsável por normalizar o metabolismo oxidativo, que gera energia no corpo. Esse processo fica prejudicado em células cancerosas. Em teoria, a ingestão do medicamento faria com que as células voltassem a trabalhar normalmente. Com isso, o câncer pararia de se desenvolver.
A fosfoetanolamina (produzida em laboratório) apresentou em testes propriedades antitumorais em células (in vitro) e em animais portadores de tumores. Já a natural não apresenta essas propriedades—ela para de funcionar, mas os pesquisadores ainda não sabem os motivos disso.

Já foram feitos testes com fosfoetanolamina em células humanas?

Os testes foram feitos em células humanas em laboratório, porém não em pessoas. Segundo o pesquisador Durvanei Maria, foram estudadas linhas celulares de tumores, como melanoma, pâncreas, renais, leucemias, entre outros.

A fosfoetanolamina é eficaz contra o câncer?

O professor Durvanei Maria afirma que a fosfoetanolamina sintética inibiu a capacidade de multiplicação ou proliferação celular dos tumores. Isso foi feito a partir da morte celular programada– um efeito que pode ser visto, geralmente, na queda das folhas das árvores no outono.
Os resultados foram obtidos por Maria em todos os modelos estudados (células de camundongos, ratos ou em células humanas).

Qual é a diferença entre a pílula e outras medicações em desenvolvimento?

Segundo a doutora Giovana Torrezan, medicamentos contra o câncer que estão em desenvolvimento atualmente não são como a quimioterapia, que mata todas as células que se dividem no corpo humano. Esses medicamentos em desenvolvimento são chamados de “drogas alvos” e só alteram as células tumorais.
Já a pílula de fosfoetanolamina reativa a morte celular programada, estimula o sistema imune a eliminar a célula do tumor e pode impedir o desenvolvimento de vários outros tumores. “Mas ainda não se sabe quais seriam seus efeitos colaterais", explica.

A fosfoetanolamina serviria como um substituto para outros tratamentos, como a quimioterapia?

As pesquisas comprovam que a fosfoetanolamina não altera as propriedades dos remédios usados durante a quimioterapia. Além disso, ela também é capaz de aumentar a probabilidade de sobrevida e diminuir significativamente os efeitos colaterais.
Assim, a fosfoetanolamina não serve como substituto da quimioterapia. Na realidade, a associação dos dois medicamentos e de outros tratamentos talvez possa ajudar no combate ao câncer.

Há riscos ao usar a pílula, já que ela não foi testada clinicamente?

De acordo com Roberto Ferreira, a substância já passou por ensaios pré-clínicos e apresentou bons resultados. No entanto, a cada etapa do processo de estudo de um potencial candidato a medicamento, muitas moléculas que eram promissoras são abandonadas por perda de atividade ou na avaliação de riscos e benefícios.

A fosfoetanolamina já passou por duas importantes etapas, mas a história nos mostra que não há garantias que mantenha a atividade em humanos e que não haja riscos, ou interações importantes com outros medicamentos que o paciente esteja utilizando”, avisou Ferreira.

Fonte: EXAME

Comentário: Podemos ver o quanto a ciência está evoluindo, esta pílula, por mais que ainda não tenha sido muito usada pode trazer, no futuro, um grande desenvolvimento para a verdadeira cura. Todos sabem que é possível sim encontrar uma cura para o câncer, antigamente muitas doenças, que hoje não são vistas nem como o início de uma ameaça, não possuíam cura e muitas pessoas morriam por conta delas, então por que o câncer não pode virar uma dessas doenças? Pode sim, e talvez não esteja tão longe disso.

sábado, 7 de novembro de 2015

4º Bimestre: Mundo

China anuncia o fim da política do filho único após mais de 30 anos


A China anunciou, nesta quinta-feira (29), o fim de uma das mais duras ações de controle populacional do mundo: a política do filho único. O anúncio foi feito pela Agência Oficial de Notícias da China, a Xinhua.
Implantada em 1979, a política do filho único queria evitar uma explosão de nascimentos no país. Multas eram aplicadas a quem descumprisse a medida. Não se tem números precisos de quantos nascimentos evitou, mas fala-se em 400 milhões de pessoas a menos na população de 1,4 bilhão.
Por outro lado, críticos dizem que a política levou a uma onda nunca vista de abortos. Outro problema foi que, podendo ter apenas uma criança, os casais normalmente optavam pelos meninos, para garantir o cuidado e o sustento dos pais no futuro.
A política já havia sido relaxada há alguns anos: se a mãe ou o pai fossem filhos únicos, poderiam ter dois filhos. As autoridades chinesas haviam percebido que, o que era para ser um controle, virou desequilíbrio: a população envelheceu rapidamente e o tal do "filho único" cuida sozinho de quatro avós, dois pais e da sua própria família.
A nova decisão não significa liberdade total. A partir de agora, os casais poderão ter dois filhos, o que pode não resolver o grave problema do envelhecimento do país e continua a ser uma interferência na vida de qualquer casal.


Fonte: G1



Comentário: Acredito que a mudança da política do filho único tenha agradado vários chineses(as) que gostariam de ter mais um filho, mas a criação desta política tinha um proposito: frear o crescimento populacional e facilitar a saúde e educação de qualidade, será que com a mudança dessa lei o crescimento populacional irá avançar muito e será difícil ter saúde e educação de qualidade? Eu creio que sim, mas pela minha pesquisa, após ser liberado ter o segundo filho, o número de chineses que querem ter o segundo filho ficou abaixo do esperado, talvez por terem vivido até hoje com a política do filho único ativa e desde crianças tiveram que entender o motivo e agora ainda achem que esse motivo é realmente melhor para o país. Na reportagem está escrito que esta nova política “pode não resolver o grave problema do envelhecimento do país”, mas eu acho que este problema irá diminuir bastante, assim como o número de abortos que eram feitos no país.

4º Bimestre: Saúde e Bem-Estar

Quatro riscos do fumo passivo




  • Doenças pulmonares e crônicas:
De acordo com a psiquiatra Analice Gigliotti, que preside o simpósio, não importa quem acende o cigarro, e sim quem inala a fumaça. Crianças expostas diariamente à fumaça do cigarro têm chances 50% maiores de desenvolver alguma doença crônica, como bronquite e asma.
  • Substâncias tóxicas e cancerígenas:
A fumaça expelida pela ponta do cigarro chega a conter três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça inalada pelo fumante – afinal, os gases passam pelo filtro do cigarro antes de chegar à boca.
  • Malformação em fetos e morte súbita em bebês
Gestantes não fumantes, mas que estão expostas constantemente à fumaça de cigarro, têm 13% mais chances de gerar um bebê com malformação congênita e 23% de dar à luz um bebê já sem vida. Bebês que inalam passivamente a fumaça do cigarro correm um risco cinco vezes maior de morrer subitamente sem causa aparente.
  • Consumo de até 4 cigarros por dia
Pessoas que “fumam” involuntariamente, geralmente filhos, esposas e maridos de tabagistas, podem chegar a consumir o equivalente a quatro cigarros por dia. Segundo a Organização Mundial de Saúde, parar de fumar é a coisa mais importante que uma pessoa pode fazer por sua saúde. E, de tabela, pela saúde daqueles com que convive.






Comentário: Todos sabem dos problemas que o cigarro pode causar ao fumante, mas não falamos muito sobre os problemas que causam às pessoas a sua volta. Alguns até pensam “Não sou eu fumando então tudo bem”, mas podemos ver que não é bem assim, o risco que o cigarro causa aos “fumantes passivos” chega a ser maior (em alguns casos) que o risco que causa ao fumante. O cigarro é uma droga, sim, e é legal, enquanto várias drogas menos prejudiciais (ou que causam o mesmo dano à saúde que o cigarro) são proibidas, mas por qual motivo o cigarro é liberado então? A resposta não é difícil de ser encontrada: as grandes empresas distribuidoras de cigarro possuem grande quantidade de capital (nacional e internacional) em mãos. Ao mexer com o livre mercado do cigarro, a economia do país poderia estar em jogo. 
O que resta para impedir o uso do cigarro são as campanhas de conscientização popular acerca dos vários males trazidos pelo cigarro. Por mais que estejamos tentando enxugar gelo, é a única maneira viável de impedir que mais pessoas usem esta droga.

4º Bimestre: Educação

Adultos brasileiros não sabem matemática básica, diz estudo

A matemática não é desafio só para quem está na escola. Pesquisa realizada em 25 cidades brasileiras, com 2.632 adultos de mais de 25 anos mostra que a maioria não sabe fazer operações matemáticas simples: 75% dos entrevistados não sabem média simples, 63% não conseguem responder a perguntas sobre porcentuais e 75% não entendem frações, entre outros resultados dramáticos.
Em avaliações similares em países ricos, o resultado é em média quatro vezes melhor. O estudo ainda aborda a rejeição que o tema provoca. A matéria mais detestada foi matemática, com 43% das respostas. A memória que os adultos têm do assunto é até pior: 65% dizem não ter tido facilidade com a disciplina na escola.
Segundo o coordenador do estudo, Flavio Comim, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor visitante de Cambridge, no Reino Unido, os dados reafirmam os diagnósticos de que o ensino de matemática tem falhas. "Essas deficiências acarretam impactos econômicos e sociais", diz ele. "Uma sociedade que sabe pouco de matemática é pouco competitiva, como mostra a comparação internacional. Também mexe muito com a vida das pessoas, porque define o que você compra, se fará um financiamento", afirma. Outro resultado do levantamento indica que 69% não sabem fazer contas com taxas de juros.
O estudo foi encomendado pelo Instituto Círculo da Matemática do Brasil, iniciativa da TIM. A amostra foi organizada pelo número médio de anos de estudo, em torno de 8,3 anos de escolaridade.
Perfis - Há diferenças quando se olha para quem estudou mais ou menos. Enquanto 28% dos adultos com mais de 15 anos de estudo não sabem fazer regra de três, o índice é de 71% entre quem tem até 8 anos de escola.
No geral, 60% das pessoas tinham matemática entre as disciplinas que não gostavam na escola. Para Katia Stocco Smole, diretora do grupo Mathema, de formação e pesquisa em ensino de matemática, o dado não surpreende, "mas incomoda bastante". "As pessoas não gostam porque nunca fez sentido para elas. A escola não ensinou a entender o sentido desses conceitos básicos. Quando aprendem, gostam."
Segundo dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2013, apenas 9,3% dos jovens terminam o Ensino Médio com o nível adequado na disciplina. Além das falhas na escola, a visão das crianças acaba também influenciada pela ojeriza dos adultos. "Tem um efeito que passa pelas gerações e essa aversão vai passando de pai para filho", diz Flavio Comim.
O representante de vendas Bruno Singer, de 36 anos, diz usar com certa facilidade os conceitos básicos da matemática no trabalho, mas recorre à calculadora nas tarefas mais complexas. "Tenho a impressão de que muito do que estudei na escola eu não uso no dia a dia", diz ele, formado em Administração. O estudo mostra que 89% das pessoas dizem que nem sequer usam a matemática no dia a dia.
Para o também vendedor Bruno Costa, de 28, a tecnologia ajuda. "No trabalho, as projeções chegam prontas. Mas temos que saber fazer a leitura daquilo", diz.
Trauma - Ao saber do tema da conversa, a enfermeira Simone Pavani, de 48 anos, já titubeia. "Sempre foi a disciplina que tive de me esforçar mais. Às vezes estou fazendo uma compra e tem um desconto de 10%. Fico me perguntando 'será que foi isso mesmo?'", comenta, rindo. "No trabalho me viro bem, mas percebo colegas mais novos com dificuldades."
Coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Claudio Landim diz perceber uma lacuna na formação dos professores, mas é mais otimista com as novas gerações. "Nós vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico e a matemática está por trás dos programas, do aplicativo de celular. Isso tem despertado interesse cada vez maior", diz Landim, que é diretor adjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). "Há uma melhora, mas não será da noite para o dia."
(Com Estadão conteúdo)

Fonte: VEJA

Comentário: Infelizmente, como podemos ver nesta reportagem, existem muitos adultos que não sabem matemática básica pelo Brasil, será que nossos adolescentes se tornarão adultos assim também? Mesmo com as melhorias da educação nosso país ainda está com índice de educação baixo, mas o governos tem algumas idéias para mudar esse fato no futuro, como a criação de mais escolas públicas, o que não mudará nada se os professores não tenham tido uma boa educação em sua área, ou se alguns alunos continuarem indo para escola por obrigação, sem se esforçar para receber uma educação boa, ou melhor, para aceitar uma educação boa. Alunos de escola pública tem muitas chances para entrarem numa faculdade boa, a cota ajuda nisso, mas a cota não pode salvar todo mundo, e a cota vai escolher por lei, não por que a pessoa é boa realmente. Os alunos de hoje deveriam se esforçar um pouco mais (ou muito mais) para serem escolhidos pelo que eles sabem, afinal falar "Eu passei com o ponto máximo!" é bem melhor e satisfatório do que falar "Passei por causa da cota".