Cientistas criam minicérebro para testar a cura de uma doença rara
Cientistas
americanos liderados por um brasileiro criaram uma espécie de
"minicérebro", que abre caminho para curar uma doença
rara.
O
órgão que comanda nosso corpo, pensamento e emoções sempre foi um
enorme desafio para a ciência. Como investigar doenças e descobrir
remédios, tratamentos, a cura? Os pesquisadores, que há décadas
usam animais de laboratório para os estudos, agora conseguem criar o
que foi batizado de minicérebro.
O
brasileiro Alysson Muotri, professor de Medicina da Universidade da
Califórnia, é o coordenador de uma pesquisa que teve resultados
surpreendentes.
Os
cientistas se concentraram em uma doença genética rara, a síndrome
do MECP2 duplicado. Crianças com essa doença não desenvolvem a
fala e têm uma série de problemas, como o endurecimento dos
músculos, dificuldade para engolir.
Os
pesquisadores colheram células da pele de crianças com a síndrome.
Essas células foram manipuladas no laboratório e transformadas em
neurônios. Os neurônios foram agrupados e formaram os minicérebros,
criados com a mesma doença das crianças.
O
minicérebro é bem pequeno, tem o tamanho de uma cabeça de
alfinete.
“Esse
modelo humano, ele está mais próximo do que a gente chama
realidade, que é o cérebro humano. Então para doenças
neurológicas, com base genética, eles têm uma vantagem, que é o
custo e a facilidade de você poder criar, testar uma série de
drogas num espaço curto”, explicou o biólogo da Universidade da
Califórnia Alysson Muotri.
Os
cientistas usaram microscópios para observar bem de perto o
microcérebro doente. A partir daí eles puderam ver como e por que o
MECP2 duplicado ataca as crianças.
Pelo
menos 40 medicamentos já foram testados. E um deles funcionou. Mas
um remédio definitivo ainda pode levar cinco anos para ser aprovado.
Fontes: G1
Comentário: É tão bom saber o quanto a ciências esta se desenvolvendo e que no futuro muitas doenças que hoje são incuráveis podem se tornar doenças fáceis de se tratar, como a tuberculose, não é tão fácil de se tratar, o tratamento dura seis meses se o paciente seguir tudo direitinho, mas antigamente a tuberculose era um doença incurável e muitos morriam por conta dela. Se realmente acharem a cura da síndrome do MECP2 , isso pode levar ao descobrimento de curas de várias outras doenças que hoje são consideradas incuráveis. Talvez no futuro a AIDS, por exemplo, pare de ser um problema assim como a tuberculose parou.
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