Droga anticâncer consegue adiar sinais de alzheimer em roedores
Cientistas conseguiram, em roedores, uma reversão de um quadro de alzheimer, doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, utilizando uma droga que está sendo tesada contra câncer.
Esse trabalho foi realizado na Universidade de Duke (EUA) e publicado nesta quarta (15) no periódico científico "Journal of Neuroscience".
Para realizar o estudo, foram criados camundongos manipulados geneticamente para terem genes que levassem ao desenvolvimento da doença. Esses camundongos apresentam características semelhantes aos humanos: alterações comportamentais, perdas de neurônios e placas neuríticas –causadas pelo acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro.
A ideia era observar esses camundongos e acompanhar o desenvolvimento da doença. O grande achado do estudo é que o mal de Alzheimer pode ter como uma de suas causas uma falha no funcionamento de células imunológicas. Quando os cientistas viram o perfil genético de uma célula imunológica presente no cérebro, a microglia, viram que ela estava suprimida.
Segundo Matthew Kan, principal autor do estudo, esse resultado não era exatamente o que se esperava. Os cientistas imaginavam que seria uma atividade exacerbada do sistema imunológico a candidata a promover o aparecimento da doença.
Eles também viram um aumento anormal nos níveis da enzima arginase nas mesmas regiões do cérebro onde neurônios estavam morrendo.
Injetando um bloqueador da atividade da arginase (DFMO) no modelo animal como tratamento preventivo fez com que houvesse um retardo no início dos sinais e com que os animais tivessem um desempenho melhor em testes de memória.
O DFMO está sendo usado em estudos clínicos contra o câncer de colo e de bexiga, por exemplo.
Fonte: Folha de São Paulo (UOL)
Comentários: Primeiramente essa notícia pode ser um grande avanço para tratar do alzheimer, é sempre bom saber que há um esperança e que talvez estejamos perto de achar um cura para essa doença, mas como só foi usado em camundongos existe os seus riscos de não dar certo como também existe os riscos positivos, que é aonde nós vamos manter o interesse.
Saber disso foi muito interessante mas eu queria falar sobre fazerem testes com os animais. "...foram criados camundongos manipulados geneticamente para terem genes que levassem ao desenvolvimento da doença" Existe as pessoas que são contra esse tipo de teste, assim como existe as que são a favor e as que aceitam em alguns casos, como eu. Eu acho que eles podem, sim, fazer testes em animais, se eles não fizessem isso, acredito eu, que a evolução de medicamentos iria ser muito mais lenta e isso não iria ser muito bom, mas nesses casos de implantar uma doença em algum animal para se descobrir a cura, eu não acho que seja algo muito certo, concordo com os testes se o animal já estiver com a doença, caso contrário, sou contra, mas, fazer o que? Com o tanto de pessoas que são contra os testes em animais, se fosse mudar alguma coisa, talvez já teria mudado.
Para realizar o estudo, foram criados camundongos manipulados geneticamente para terem genes que levassem ao desenvolvimento da doença. Esses camundongos apresentam características semelhantes aos humanos: alterações comportamentais, perdas de neurônios e placas neuríticas –causadas pelo acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro.
| Em modelo de alzheimer, células imunológicas ficam ativas (em preto) e consomem o nutriente arginina |
Segundo Matthew Kan, principal autor do estudo, esse resultado não era exatamente o que se esperava. Os cientistas imaginavam que seria uma atividade exacerbada do sistema imunológico a candidata a promover o aparecimento da doença.
Eles também viram um aumento anormal nos níveis da enzima arginase nas mesmas regiões do cérebro onde neurônios estavam morrendo.
Injetando um bloqueador da atividade da arginase (DFMO) no modelo animal como tratamento preventivo fez com que houvesse um retardo no início dos sinais e com que os animais tivessem um desempenho melhor em testes de memória.
O DFMO está sendo usado em estudos clínicos contra o câncer de colo e de bexiga, por exemplo.
Fonte: Folha de São Paulo (UOL)
Comentários: Primeiramente essa notícia pode ser um grande avanço para tratar do alzheimer, é sempre bom saber que há um esperança e que talvez estejamos perto de achar um cura para essa doença, mas como só foi usado em camundongos existe os seus riscos de não dar certo como também existe os riscos positivos, que é aonde nós vamos manter o interesse.
Saber disso foi muito interessante mas eu queria falar sobre fazerem testes com os animais. "...foram criados camundongos manipulados geneticamente para terem genes que levassem ao desenvolvimento da doença" Existe as pessoas que são contra esse tipo de teste, assim como existe as que são a favor e as que aceitam em alguns casos, como eu. Eu acho que eles podem, sim, fazer testes em animais, se eles não fizessem isso, acredito eu, que a evolução de medicamentos iria ser muito mais lenta e isso não iria ser muito bom, mas nesses casos de implantar uma doença em algum animal para se descobrir a cura, eu não acho que seja algo muito certo, concordo com os testes se o animal já estiver com a doença, caso contrário, sou contra, mas, fazer o que? Com o tanto de pessoas que são contra os testes em animais, se fosse mudar alguma coisa, talvez já teria mudado.
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