sábado, 17 de maio de 2014

2º Bimestre - Educação

Giz, lousa e saliva.

Um dos maiores desafios: alfabetizar. “É muita responsabilidade ensinar alguém a ler. E se algum acaba o ano sem ler?”, era o pensamento aterrador. Mesmo com toda a preparação no curso normal (que até a formatura chamava-se magistério) e na Pedagogia.
Recentemente, houve a mudança do ensino fundamental para um período de nove anos e o processo de alfabetização se estendeu, vai além da primeira série.  Era o dia da atribuição, como prefiro os menores, mas não tão pequenos, escolhi uma turma de segundo ano, na faixa etária dos sete, com a missão justo de… alfabetizar.
Eu sabia que encontraria dificuldades, falta de recursos, de materiais, de infraestrutura, porque entrar na escola pública foi decisão convicta. Mas aqueles primeiros dias fizeram tudo o que se esperava ser mais difícil. Primeiro dia de trabalho, reunião supostamente de planejamento pedagógico, mas discutiam-se resultados de pesquisas e índices internos. Não que não sejam importantes.
Pergunto a uma colega sentada ao lado sobre as orientações para as primeiras aulas com os alunos, mesmo tendo percebido que eram por minha conta, se tínhamos alguns recursos. “Sim, você pode começar usando giz, lousa e saliva”. Assim fui bem-vinda.
Já que as reuniões não tratavam da prática cotidiana, começando a trabalhar fora da jornada, tratei de preparar minhas primeiras aulas: motivação, sondagem, apresentação mútua e essas coisas. Fora o giz e a lousa, a escola proporcionou folhas em branco e alguns lápis, borracha e apontador. À saliva acrescentei um livro e lápis coloridos, giz, canetinha. Tive sorte e as crianças apareceram com cadernos e muita disposição – para qualquer coisa.
Comentários: A triste realidade do ensino é preocupante diante da falta de recursos e estrutura para uma educação de qualidade que os professores enfrentam diariamente como foi dito pela professora que escreveu a reportagem acima. Pelo que eu entendi são raros os educadores que se disponibilizam seu tempo e atenção na expectativa de um ensino publico de qualidade, a maioria faz somente o papel pedagógico de um centro de ensino. Depois de ler essa reportagem tenho a certeza que ainda há muito a ser feito em relação a educação do país.

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